terça-feira, 7 de abril de 2009

Stephanie Meyer - is she that bad??

Hello, kids... How's it going?

Eu li uma crítica sobre a coleção de livros de Stephanie Meyer que me intrigou e me fez querer escrever minha opinião sobre os livros, rebatando algumas criticas e concordando com outras colocadas neste link, para quem se interessar. Não vou falar de todos os pontos colocados, mas acho que é válido citar alguns.

Eu não sou uma expert em literatura, e não vou me meter a especialista em análise de livros para escrever neste blog .

Leio para me distrair, para relaxar e porque gosto. Sou bem eclética em meus gostos, e gostei especialmente desta coleção. Mas vou rebater alguns pontos colocados por esta gringa, fanática por Harry Potter.

Não podemos comparar o estilo de Stephanie Meyer com o de JK Rowling ou de Stephen King (que não considera Meyer uma boa escritora), mas não é porque li esta crítica que não vou ler os livros dela ou então dizer que não valem a pena. Prendeu minha atenção, tem uma trama interessante e eu, particularmente, gostei... e isso conta muito. Lembrando que gosto é gosto, claro...

Vamos para a história:
É um romance sobre uma adolescente e um vampiro.
Bella é uma menina de 17 anos, filha de pais separados. Ela se considera uma garota normal, sem grandes atrativos e velha demais para a sua idade. Depois que vai viver com sua mãe, ela passa a ser a cabeça da casa, deixando que sua mãe seja a descabeçada. Ela se muda para a cidade de Forks, onde o pai vive, e conhece a família Cullen.

Edward é um rapaz de "17 anos", lindo, mas muito estranho. Ele e os irmãos adotivos frequentam a escola em que Bella estuda, mas não têm amizade com os demais alunos. Bella se encanta com ele, é salva por ele e se apaixona por ele.

Quebrando o natural, Edward se entrega ao relacionamento. O sentimento dos dois torna-se tão avassalador, que passa a ser a razão de suas vidas. A vida de Bella torna-se inútil sem que Edward co-exista.

O sentimento demonstrado no livro é aparentemente normal se visto em uma primeira perspectiva, mas à medida que a história vai se desenrolando, podemos dizer que o que Edward e Bella sentem um pelo outro beira a insanidade e vai contra todos os princípios do amor próprio, base para um relacionamento afetivo. Bella, principalmente, se mostra obsessiva, a ponto de não conseguir respirar sem que Edward esteja ao seu lado. Mesmo assim, dado o contexto em que se encontram - ela é humana e ele é um vampiro cuja natureza seria matá-la para beber seu sangue -, tudo passa a ser "aceitável" - NA história. Porém, para uma adolescente sonhadora, o livro pode trazer influências negativas, uma vez que, à primeira vista, conota uma heroína que depende de um homem para sobreviver, cujos sonhos são deixados para trás - como o de fazer faculdade e casar-se mais velha, evitando o que aconteceu com sua mãe - para viver com o seu grande amor. No mundo atual, em que mulheres têm conquistado espaço no mercado de trabalho que era exclusivo dos homens, a visão passada pela autora é um tanto provinciana e, de certo modo, machista.

Porém, eu tento pensar pelos dois lados, ao invés de me fixar na idéia de que TODA mulher tem que ser independente finaceiramente e pelo fato de todas nós termos nos sentindo ofendidas ao ver uma menina desistir de seus sonhos por um homem (tudo bem, que conhenhamos... ela tem somente 18 anos! Mas não nos esqueçamos de que Edward tenta fazê-la seguir com o que tinha em mente antes de conhecê-lo).

Há mulheres que não foram a favor da queima do sutiã, que gostariam de poder ficar em casa fazendo tricô enquanto o homem sai para trabalhar e matém sua função como chefe da família e provedor e mantenedor da casa. Conheço mulheres que trabalham fora por necessidade, mas que, se pudessem, ficariam em casa para cuidar do marido e dos filhos. Nem todas queriam essa revolução feminista; ela trouxe muitas consequências ao relacionamento afetivo. O homem cortês quase não existe mais, e há quem sinta falta disso. Os papéis no relacionamento se confundem. Eu vou ser sincera: às vezes, eu queria que o Gu (com todo respeito a você, amor) tomasse a iniciativa de me chamar para sair ou me desse flores ou fizesse surpresas em datas que não são especiais. Mas isso não acontece. Não por culpa dele.. as mulheres brigaram tanto para terem os mesmos direitos que os homens, que o homem se sente acuado em tomar a frente até nestas situações. Há mulheres que acham isso uma afronta, que pensam que, se o homem não a evolve em certas tomadas de decisão, mesmo que para escolher um restaurante para jantar, ela se sente ofendida.... É tudo questão cultural, apesar de nao ser regra - existem as exceções, obviamente! E o livro rebate um pouco isso - pelo menos, assim vejo!

Mostra um rapaz apaixonado, capaz de qualquer coisa para proteger sua amada. O que leva Bella a mudar é o que ela sente e quer, mas Edward tenta sempre mostrar a ela o quão importante é ela se manter como Bella, com seus defeitos, neuras, sonhos, singularidades. Ele a aceita pelo que ela é...

O que impressiona Bella, além do fato de Edward ser lindo fisicamente (ela diz isso muitas vezes no livro, e sempre se considera muita areia para o caminhão dele e blá blá blá) é o fato de ele demonstrar um amor que transcende o entendimento dela. Ela o completa, ele a vê como a mulher mais linda do mundo, é carinhoso e extremamente cuidadoso, afinal é um vampiro "vegetariano", o que vai contra a natureza de sua 'espécie'.

Talvez, este tipo de livro não seja interessante para muita gente. E eu não julgo, afinal, gosto é particular. Mas é bom lermos até mesmo os livros criticados para podermos debater, questionar e odiar com conhecimento de causa! Eu recomendo, apesar das críticas, insultos e blasfêmias, pois, como disse, particularmente gostei - até agora!! tenho 1 livro e meio ainda para terminar a saga... e vou terminar a coleção toda, no matter what! Tudo bem que isso também tem a ver com o vício em que me encontro... hehe.. read and read and read... kidding, folks! I'm not THAT nuts!

E é isso.. se não está a fim de ler esta coleção, aqui vão algumas dicas:
- "Quando Nietzsche Chorou", de Irvin D. Yalom: história fictícia de como a depressão do filósofo Nietzche poderia ter sido curada com a recém descoberta da psicanálise de Freud. (li há alguns anos, e adorei! recomendo para quem gosta de pensar...)
- "O primo Basílio", de Eça de Queirós: li nos tempos de colégio, mas foi um dos melhores livros que li, em paralelo com "Capitu" e "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis - taí 3 indicações muito boas!!
-"O demônio e a Srta Prym", de Paulo Coelho. Não gosto muito dele, maseste livro é interessante pois fala de guerra espiritual. Além desse, do mesmo autor, recomendo "Alquimista".
- "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen - este eu li em inglês, quando estudava na Fisk. É um livro pesado e de literatura difícil. É um clássico inglês! recomendo também...

e agora chega.. Buenas Noches a vosotros, e hasta el próximo post (participei da minha primeira aula de espahol no Grupo de Estudos que foi montado na IBM... dei altas risadas, mas amei! a professora é uma fofa e os alunos são show! me deu mais vontade ainda de estudiar e platicar. Tengo mucho a aprender, personas ;)
Becitos a todos

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